Newsletter semanal · UTI adulto

A literatura da terapia intensiva, lida com olhar crítico.

Toda semana, os estudos que importam para o plantão: método avaliado, efeito real medido e um veredito claro.

1×

por semana

14

revistas monitoradas

4

selos de veredito

5 min

de leitura

A iniciativa

Muita publicação, pouco tempo, quase nenhuma leitura crítica.

São dezenas de artigos relevantes por semana, espalhados em revistas diferentes. Quem está no plantão não tem tempo de ler, e muito menos de avaliar o método de cada um. É esse trabalho que fazemos aqui.

Seleção com critério

Varredura semanal das principais revistas e prioridade para ensaios randomizados e metanálises com desfechos que importam ao paciente.

Números que dizem algo

Efeito absoluto, intervalo de confiança, NNT e risco de viés. Com gráficos próprios feitos a partir dos dados publicados.

Aplicável à nossa UTI

Cada análise pergunta se o estudo se aplica à realidade brasileira, no SUS e na saúde suplementar, com os recursos que existem.

Método

O mesmo roteiro, toda semana.

Nada de manchete. Cada destaque passa pelas mesmas quatro etapas, e o artigo original está sempre a um clique.

Etapa 1

Varredura

Busca no PubMed dos artigos publicados na semana nas revistas monitoradas.

Etapa 2

Triagem

Prioridade para ECRs, metanálises e diretrizes com desfechos centrados no paciente.

Etapa 3

Leitura crítica

PICO, risco de viés (RoB 2, ROBINS-I), certeza pelo GRADE, efeito absoluto e validade externa.

Etapa 4

Veredito

Um selo e uma frase para levar ao plantão, com link para o artigo original.

N Engl J MedJAMALancetLancet Respir MedBMJIntensive Care MedAm J Respir Crit Care MedCrit Care MedCritical CareChestAnn Intensive CareJ Crit CareCritical Care ScienceCurr Opin Crit Care

Vereditos

Quatro selos. Nenhuma dúvida sobre o recado.

O selo é decisão editorial, assinada. É o que separa um resumo de uma leitura crítica.

Muda a prática

Evidência robusta, efeito relevante e aplicável já.

Reforça a prática

Confirma uma conduta que as diretrizes já recomendam.

Gera hipótese

Sinal interessante, com limites de tamanho, desenho ou desfecho.

Não muda nada

Resultado neutro ou estudo sem condições de sustentar conclusão.

Edições

Arquivo

Toda edição fica disponível, com os links para os artigos originais.

25 de outubro de 2026 · Nº 6

Três perguntas que a semana não respondeu — e o desfecho escolhido explica as três.

Guiar a cirurgia abdominal de grande porte pelo índice cardíaco do próprio paciente, usar a furosemida como teste de reserva renal e procurar num marcador do rim quem piora com corticoide.

Não muda nadaGera hipóteseGera hipótese
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18 de outubro de 2026 · Nº 5

Três ensaios grandes no mesmo dia — e a diferença entre não achar o efeito e descartá-lo.

Hemodiálise intermitente contra método contínuo na lesão renal aguda, sedação inalatória com isoflurano na insuficiência respiratória hipoxêmica e o limiar de dose para iniciar a vasopressina no choque séptico.

Reforça a práticaNão muda nadaNão muda nada
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11 de outubro de 2026 · Nº 4

Três estudos à procura do paciente que responde — e o preço de procurar depois do sorteio.

Um modelo que tenta dizer qual antibiótico serve a qual paciente, amiodarona depois da conversão de assistolia para ritmo chocável e o dano de perseguir pressão alta no idoso com choque séptico.

Gera hipóteseReforça a práticaGera hipótese
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4 de outubro de 2026 · Nº 3

Três estudos pequenos — e a distância entre o que eles mostram e o que eles provam.

Três vasopressores de uma vez no choque séptico, um programa de desmame conduzido por especialistas dentro da UTI e o bicarbonato relido com uma régua de desfecho que não dilui a morte.

Gera hipóteseGera hipóteseNão muda nada
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28 de setembro de 2026 · Nº 2

Dose, limiar e fenótipo: três perguntas que a semana devolve ao plantão.

Esquemas de corticoide no choque séptico, limiar adaptativo do D-dímero no tromboembolismo pulmonar e um biomarcador de lesão epitelial na SDRA.

Gera hipóteseReforça a práticaGera hipótese
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24 de setembro de 2026 · Nº 1

Três estudos. Uma pergunta: isso muda o plantão?

Cetamina na analgossedação, perfusão periférica no choque séptico e reabilitação em idosos na ventilação prolongada.

Reforça a práticaGera hipóteseGera hipótese
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Acervo

O que a evidência acumulou até aqui.

Aqui ficam os artigos da edição mais recente. O acervo completo — com busca por tema, filtro por selo, por edição e por revista — tem página própria.

Como a gente lê

Os conceitos por trás dos vereditos.

Toda semana, um conceito de estatística ou de medicina baseada em evidência destrinchado a partir de um artigo da edição. Sem teoria solta: sempre com o estudo real na mesa. Os conceitos seguem uma trilha, do básico ao avançado.

09

Desfecho composto: quando somar eventos esconde o que importa

O composto atingiu quase metade dos operados. Lesão miocárdica por troponina respondeu por 30% e morte por 0,5%: o número que todo mundo lê é, quase todo ele, exame alterado.

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08

Não inferioridade: o que significa “não foi demonstrada”, e de onde sai a margem

A margem era 7,5 pontos. A diferença observada foi 6,28, com intervalo de −1,22 a 13,79 — que contém o zero e contém a margem. Não é empate: é inconclusivo nos dois sentidos.

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07

Heterogeneidade de efeito: prognóstico não é resposta

Prever quem vai mal é relativamente fácil. Prever quem ganha mais com a droga A do que com a B é outra coisa — e confundir as duas é o erro mais comum desta literatura.

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06

Análise de subgrupos: quando acreditar

A interação tinha p = 0,15 antes do ajuste e p = 0,02 depois. Mesmos pacientes, mesmos desfechos, mesma coleta — o que mudou foi o modelo.

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05

Viés de tempo imortal: quando a exposição depende de sobreviver até recebê-la

Para receber a droga durante uma parada, o paciente precisa continuar em parada até alguém injetá-la. Isso faz da exposição uma consequência do tempo — e nenhum escore de propensão conserta.

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04

Win ratio e DOOR: quando o desfecho vira uma fila de prioridades

O desfecho composto clássico soma morte, diálise e creatinina alta como se os três valessem o mesmo. Estas duas réguas não somam: põem a morte na frente e só olham o resto quando dá empate.

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03

I²: o que ele mede — e o que ele não mede

Na mesma metanálise, com os mesmos seis estudos, um desfecho saiu com I² de 0% e o outro com 99,3%. Um dos dois números dá para levar para o seu serviço; o outro, não.

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02

NNT: o número que diz o tamanho do que você ganha

"Reduziu a mortalidade em 10%" pode significar um paciente salvo a cada 25 tratados — ou a cada 250. O risco relativo não distingue; o NNT distingue.

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01

Frequentista ou bayesiana: o mesmo dado, duas perguntas

Por que um artigo pode dizer "p = 0,06" e "97,2% de probabilidade de benefício" na mesma página — e o que fazer com cada um dos dois números.

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Ver a trilha completa: 9 de 51 conceitos publicados

Quem assina

Uma análise tem nome e responsabilidade.

EQ

Dr. Eduardo Queiroz da Cunha

Médico intensivista · mais de 10 anos de terapia intensiva · Natal, RN

  • Coordenador médico das UTIs do Hospital Promater — Rede Total Care AMIL
  • Plantonista da UTI do HUOL/UFRN
  • Residência em Medicina Intensiva — Hospital Geral de Fortaleza (SESA/CE)
  • Residência em Clínica Médica — HUOL/UFRN
  • Graduação em Medicina — UFRN
  • Mestrado profissional — PPG Qualisaúde/UFRN (gestão da qualidade em serviços de saúde)
  • Cofundador da VIRTUS — assistência, gestão e ensino em UTI

CRM 6614/RN · RQE 2305 (Medicina Intensiva) · RQE 6465 (Clínica Médica)

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O resumo visual de cada edição sai no Instagram, com o link para a leitura completa na bio.

@mudaapratica.uti

Transparência

A busca, a triagem e os rascunhos das análises contam com apoio de inteligência artificial (Claude, da Anthropic). Toda análise, número, gráfico e veredito é revisado e aprovado pelo editor, que responde integralmente pelo conteúdo, em conformidade com os princípios da Resolução CFM nº 2.454/2026.

Iniciativa independente, sem patrocínio da indústria. O editor declara não possuir conflitos de interesse.

Conteúdo educacional. Não substitui a leitura do artigo original nem o julgamento clínico individual. Figuras e tabelas dos artigos não são reproduzidas; os gráficos são elaborados a partir dos dados publicados.